Visenya Waters [Mari]

GoT RPG :: Off :: Fichas

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Visenya Waters [Mari]

Mensagem por Visenya Waters em Qua Fev 03, 2016 2:48 am

Visenya Waters

41 dias de seu nome • bastarda Targaryen • mestre dos sussurros • Amy bailey



Vantagens e Desvantagens

Vantagens: Atraente, Furtiva, Carismática, Contatos.

Desvantagens: Bastarda, Curiosa, Insensível, Maliciosa.



Características Fisicas e Psicológicas

Cabelos negros e longos de pesadas ondas, tem traços fortes e olhos azuis que, dependendo da iluminação, refletem o típico violeta Targaryen. Estatura mediana e curvas proporcionais, é ma mulher muito atraente apesar de já não estar mais na flor da idade. Possui uma língua afiada e não tem medo de dizer verdades incômodas, mas sabe muito bem o momento certo de dizer e fazer cada coisa, de modo a conquistar a simpatia e a confiança das pessoas. Conhece várias técnicas de sedução, de encenação e de disfarces, e não tem escrúpulos em usar nada disso, nem seu corpo, para conseguir o que quer. Não possui laços afetivos, amor é uma fraqueza, mas sempre tem alguém para esquentar sua cama. Gosta de sexo, mas não deixa que isso mova sua vida, pois já viu muitos homens valorosos perderem tudo por esse defeito.



História do Personagem

Sua mãe, Ysilla, nasceu escrava em Yunkai, vendida aos oito anos para uma das casas de prazer em Lys. Foi treinada desde esta tenra idade na arte dos sete suspiros, e com sua beleza e habilidades naturais, logo se tornou a meretriz mais procurada da região. Conheceu homens de todas as partes, e aprendia com eles várias coisas sobre o mundo, que aos poucos alimentavam seu desejo de se libertar da escravidão, até que um dia tomou coragem para fugir. Conseguiu embarcar em um navio que rumava para Westeros, e foi parar em Porto Real. As artes do prazer eram o único ofício que ela havia apreendido em sua vida, e foi esta a profissão que buscou em sua nova morada. Na prática, continuava sendo uma prostituta, mas agora era livre, e isso fazia toda a diferença para ela. Também em Porto Real ela ascendeu rapidamente, se tornando uma das melhores do prostíbulo mais conceituado da cidade, afinal não era toda mulher ali que era treinada na arte dos sete suspiros, e sua fama já começava a precedê-la.

Foi então que recebeu um cliente que mudou sua vida: Daemon Targaryen, marido da princesa Rhaenyra, comandante da Patrulha da Cidade e membro do pequeno conselho. Ele a engravidou. A menina nasceu com os cabelos escuros e pesados como a mãe, mas seus olhos eram azuis e, dependendo da luminosidade, revelavam o brilho violeta característico dos Targaryen. Com essa característica, junto com o nome que recebeu, ficava óbvio que ela era uma bastarda Targaryen, mas Ysilla nunca revelou quem era o pai, pois já ouvira dizer que sua atual esposa, a Princesa Rhaenyra, era ciumenta e intolerante, e ela não queria riscos para si ou para sua filha. Ainda assim, lhe deu um nome que a ligava à família real por saber que haviam privilégios que a menina poderia receber com aquilo. Não era nenhuma glória ser bastardo, mas certamente era melhor do que ser uma filha de puta sem nome algum.

Visenya nasceu e cresceu no prostíbulo, de modo que sempre viu tudo aquilo com muita naturalidade. Tendo sido uma escrava, Ysilla incentivava a filha a desfrutar ao máximo da liberdade, e a incentivava a sair e explorar o que a cercava. Deste modo, a menina cresceu correndo para todos os cantos em Porto Real, explorando cada ruela e desvendando cada segredo. Não demorou para que descobrisse um caminho secreto para dentro da Fortaleza Vermelha, e ali, nas passagens secretas por dentro do castelo, encontrou o mais complexo labirinto, que se deleitou em desvendar e mapear em sua mente.

Aos oito anos, já havia descoberto todos os segredos e passagens da fortaleza, assim como da própria Porto Real. Foi com essa idade que sua vida mudou. Sua mãe a acordou no meio da noite, mandando que arrumasse suas coisas, ela partiria imediatamente. Para onde iriam? Ysilla respondeu elas não iam a lugar algum, apenas Visenya deixaria Porto Real, um “amigo” estava partindo num pequeno barco para Bravos, e levaria a menina consigo. E por que? Ao questionar isso, a garota descobriu toda a verdade: seu pai era Príncipe Daemon Targaryen, Comandante da Patrulha da Cidade, e havia acabado de começar uma guerra entre os Targaryen, tornando a cidade perigosa para qualquer um com o sangue do dragão. Visenya ainda era muito jovem para compreender tudo aquilo, mas acabou por aceitar.

A viagem para Bravos foi assustadora, cheia de medos e inseguranças que rondavam na cabeça da menina, mas ao chegar lá acabou por achar a cidade maravilhosa, tinha apenas cheiro de mar, peixes e perfumes, completamente diferente do fedor de podridão constante de Porto Real. O amigo de sua mãe a entregou para uma mulher chamada Shirei Nahohr, dona de uma barca repleta de luxos e alguns servos. Não precisou de muito para a menina identificar que ela era como sua mãe, uma mulher que vendia o próprio corpo, o que fez Visenya se sentir mais confortável. Mas era bem claro que, por mais que Ysilla trabalhasse no melhor bordel da cidade, Shirei era infinitamente mais rica que ela, vivia praticamente como uma rainha, cheia de sedas e joias com as quais a jovem nunca sequer sonhara.

Logo aprendeu que Shirei era uma cortesã, e não uma prostitua, o que significava que os homens não a procuravam apenas para sexo, embora ainda fosse o objetivo principal, e em vez de dragões de ouro, lhe pagavam com os mais caros presentes, sem contar aqueles que se apaixonavam e arruinavam suas vidas em seu favor. Ela foi colocada para trabalhar na barca da cortesã, e aos poucos foi ganhando sua afeição. Shirei era estéril, e acabou por direcionar seu desejo de ter filhas para Visenya, tratando-a com carinho e ensinando-a muitas das coisas que conhecia. Outra diferença de cortesãs para prostitutas era o nível de educação que recebiam, e Shirei passou grande parte disso para Visenya: ao longo dos anos, ensinou-a a ler e escrever, a falar o Alto Valiriano e seus dialetos, ensinou-a sobre os costumes das Cidades Livres e das terras mais a leste, ensinou-a sobre plantas e ervas, e como curar ou matar usando-as, ensinou como sorrir, falar e se portar de modo a encantar e hipnotizar as pessoas, os pequenos truques para saber o que as pessoas querem ouvir e dizer tais coisas como se viessem de si, como conquistar corações e seduzir a qualquer um.

Visenya absorveu todo aquele conhecimento, e aos poucos começou a ver Shirei como sua segunda mãe. Em sua barca, conheceu pessoas de todas as partes do mundo, enriquecendo ainda mais seu aprendizado, e foi ali, e explorando as ruas de Bravos, que ela começou a fazer seus primeiros contatos. Usando os truques que aprendera com a cortesã, era fácil conseguir favores de todos os tipos dos Bravosi e daqueles que visitavam a cidade, e os favores que ela pedia eram informações. Começou com a simples preocupação com sua mãe, pensava sempre nela, e sempre que encontrava um viajante lhe pedia notícias de Westeros, mas logo seu interesse por novidades a fez pedir notícias de onde quer que os viajantes estivessem vindo.

Ela estava há um ano em Bravos quando, em um desses passeios pela cidade buscando informações, conheceu um menino de sua idade, que viria a se tornar seu melhor amigo da infância. Kvothe era filho de dois pantomimeiros da melhor trupe da cidade, que se apresentava no Lanterna Azul, e possuía cachos ruivos pouco comuns naquela parte do mundo. Diferente de Weseros, ali em Bravos as trupes apresentavam peças escritas, e Kvothe sonhava em compor peças para sua trupe, portanto os dois percorreram boa parte de seu aprendizado em letras juntos. Em suas brincadeiras, meio sem querer, ela também aprendeu com o amigo alguns truques de cena, assim como montar fantasias e disfarces com coisas comuns, pois eles se divertiam muito brincando de encenar.

O tempo foi passando, e Visenya foi se tornando uma moça bela e encantadora. Ela tinha onze anos quando chegou a notícia de que a guerra entre os Targaryen havia acabado, mas ninguém chegou para buscá-la, e ela já não sabia mais onde era seu lar. Mais alguns anos se passaram, sua amizade com Kvothe se tornou sua primeira paixão, e por mais que convivesse com aquele tipo de coisa desde o nascimento, foi com ele que começou a entender o que aquilo realmente significava, embora não tivessem chegado nem perto de se entregar um ao outro.

Ela tinha há pouco completado quinze dias de seu nome quando um benfeitor de Shirei a matou em sua própria barca, gritando desvairado que, se ela não podia ser só dele, também não seria de mais ninguém. Assustada, desamparada e sofrendo por ter perdido aquela a quem quase chamava de mãe, ela decidiu que não podia mais ficar em Bravos. Despedir-se de Kvothe foi doloroso, e o rapaz prometeu que escreveria para ela, e arrumaria um jeito de suas mensagens a encontrarem onde quer que ela estivesse. Com suas poucas economias, ela conseguiu pagar um lugar para si em um navio mercante que rumava para Westeros.

Suas expectativas de voltar para sua terra natal e, possivelmente, reencontrar sua mãe foram frustradas quando, no meio do caminho, o navio em que ela estava foi saqueado por homens de ferro. Seu comandante era um filho mais novo de uma casa menor, mas todo homem de ferro era rei em seu próprio navio, e Visenya descobriu isso da pior maneira, quando ele a viu e decidiu tomá-la como esposa de sal. A menina sempre imaginara que na primeira vez que fizesse sexo, se entregaria por vontade própria, mas isso foi tirado de si.

A cada noite, o ódio por seu captor aumentava, mas durante o dia ela conseguiu se aproximar de seu imediato, o braço direito do comandante e segundo no comando. Era um homem mais jovem, com cerca de vinte anos, chamado Garth, e é claro que Visenya notava seus olhares. Não foi preciso nem usar todos os truques de sedução que aprendera ao longo dos anos para fazer com que ele se apaixonasse por ela. Um pouco mais difícil foi fazer com que ele traísse seu capitão para a libertar, levou muito tempo de olhares espichados e mais ainda de declarações de amor desoladas, até que, quando estavam quase chegando nas Ilhas de Ferro, ela soube que se não agisse naquele momento, estaria perdida. Insinuou para ele que a única forma de ficarem juntos seria se ele matasse o capitão e a tomasse para si, tomando também seu lugar. Não imaginou que a traição viria tão facilmente: na mesma noite, quando o capitão estava se preparando para tomá-la em sua cabine, já despido, Garth entra na cabine empunhando sua espada bastarda e mata o capitão antes de qualquer chance de reação. Visenya o agradeceu com vários beijos e o cavalgou até a exaustão, ali mesmo ao lado do cadáver de seu captor, o cheiro de sangue fresco inebriando os sentidos. Quando Garth caiu no sono, porém, ela se vestiu e fugiu silenciosamente, pegando um bote do navio e remando até a costa de Westeros.

Desembarcou próxima ao gargalo, e não pensou mais nos nascidos do ferro que deixara para trás. A partir de então, traçou seu destino para Porto Real e começou sua viagem, caminhando pelas estradas do reino, pousando em hospedarias, tavernas, pequenos fortes, qualquer lugar que lhe desse abrigo e comida. Por vezes em troca de pequenos serviços domésticos, outras vezes em troca de esquentar a cama do hospedeiro por uma noite. Por todo lugar que passava, acabava por fazer amigos e conquistar corações, que lhe rendiam pequenos favores e presentes que ajudaram muito sua jornada. Em alguns lugares parava rapidamente, em outros, mais agradáveis, ela passava vários dias, por vezes até semanas, de modo que demorou pouco mais de um ano em sua jornada.

Ao chegar na capital do reino, foi como voltar para um sonho estranho que já havia sonhado antes: as ruas e becos de sua infância permaneciam os mesmos, mas ao mesmo tempo pareciam ter mudado completamente. Ela encontrou sua mãe no mesmo bordel, que ainda era o melhor da cidade. O reencontro foi cheio de lágrimas, e depois a dona do bordel quis conhecer Visenya. A mulher não era dali antes, e sua mãe contou que ela comprara o lugar após o fim da guerra civil. Ela tinha pouco mais de cinquenta anos, alta, pálida e com os cabelos claros típicos de Lys, e apesar da idade ainda conservava um certo glamour. Seu nome era Mysaria, e assim que bateu os olhos em Visenya, reconheceu. “Sete Infernos, você é filha de Daemon!”. Depois de dar uma bronca em Ysilla por não ter lhe contado isso antes, a mulher contou à moça que fora amante de seu pai, quase lhe dera um filho há muitos anos atrás, e serviu como mestre dos sussurros para ele durante a guerra civil.

Aquilo acendeu uma centelha de ambição na jovem. Ela já havia percebido que informação era uma das maiores fontes de poder, e já sabia muitas técnicas sutis de extrair informações das pessoas, mas não sabia bem como usar aquilo. Percebendo seu interesse, Mysaria decidiu que passaria seu legado a ela, e passou alguns anos a treinando, ensinando como andar sem ser ouvida, e como usar redes de contatos que a garota nem sabia que eram possíveis.  Ela também a ensinou a administrar o bordel, dizendo que seria dela quando se fosse. O bordel em si era uma das maiores fontes de informação, e misturando os conhecimentos que adquirira com Shirei em Bravos, com os ensinamentos de Mysaria, a moça se tornou um prodígio. Treinava as meninas, administrava as finanças,  negociava com os clientes, e ao fim do dia tinha vários segredos guardados em suas mangas.

O tempo foi passando, Mysaria morreu de velhice, deixando o bordel em suas mãos. Em pouco tempo, Visenya conseguiu comprar mais um bordel com os lucros, o primeiro de vários, até que, dentro de alguns anos, ela possuía metade dos bordéis da cidade, além de algumas tavernas, e aqueles que não eram seus, tinham sempre alguma garota leal a si trabalhando ali. Comprou em uma boa casa perto da Praça do Sapateiro, bem entre a Colina de Visenya e a Colina de Rhaenys, a porta dava para a rua larga que começa no Portão dos Deuses e ia direto até a Fortaleza Vermelha. Ali, além de uma boa localização no coração da cidade, tinha um lugar para dar conforto a sua mãe, que havia adoecido com uma das pragas da profissão, como se costumava dizer.

Durante aqueles anos, ela fez contato com vários nobres, mas nunca conseguiu de fato levar sua influência para dentro dos muros da Fortaleza. É claro que ela sabia de tudo que acontecia ali dentro, tinha olhos ali, como tinha em todos os lugares agora, mas seus sussurros não chegavam aos ouvidos do rei ainda. Foi um ano depois de sua mãe morrer, em 148, quando ela tinha 27 dias de seu nome, que um cliente especial foi ao seu melhor bordel procurar uma moça para esquentar sua cama. Viserys Targaryen, o conselheiro que o rei mais confiava. Seu meio-irmão. Nunca tinha visto de perto ninguém de sua família nobre, e naquele momento ela percebeu os traços que compartilhavam na fisionomia. Ofereceu a ele sua melhor garota, e mais tarde, quando ele estava prestes a partir e lhe entregou alguns veados de prata como pagamento, ela o agradeceu dizendo “Volte sempre, irmãozinho.”

No dia seguinte, estava sendo convocada para a Fortaleza Vermelha para conversar com o conselheiro. Foi a primeira vez que entrou ali pela porta da frente, e não por passagens secretas, tendo a impressão de que aquelas partes do castelo vistas assim pareciam bem mais limitadas, apesar de mais glamorosas. Não se intimidou por Viserys, pela forma como ele emanava poder sentado em seu escritório, contou um pouco de sua vida a ele, até que ele não duvidasse mais de sua procedência, e saiu de lá tendo convencido o homem das vantagens que ele teria se eles se aliassem. A partir de então, encontrava-se com o irmão frequentemente, enchendo-o de informações, salpicadas de alguns conselhos.

Cinco anos depois, ouviu rumores preocupantes. Todos nos Sete Reinos comentavam sobre a morte do último dragão, e ela ouviu sobre algumas casas menores estarem bolando um plano de derrubar a dinastia do dragão, já que não haviam mais dragões de fato. Assim que tinha informações suficientes, foi até a Fortaleza como se fosse falar com Viserys, mas em vez disso procurou diretamente seu irmão mais velho, contando-lhe tudo e sugerindo que ele flagrasse os traidores para provar que ela estava falando a verdade, e não mostrasse misericórdia. Apesar de sua desconfiança, Aegon seguiu seu conselho e de fato os traidores foram descobertos e punidos. Isso rendeu a Visenya, finalmente, sua almejada posição como mestre dos sussurros.

Aconselhou seu irmão por apenas quatro anos antes de sua morte, e então assumiu seu sobrinho, Daeron, que colocou na cabeça a necessidade de conquistar Dorne, e enquanto o rapaz guerreava, Viserys governou os Sete Reinos com ela ao seu lado, sussurrando em seu ouvido. Agora, Daeron estava morto e seu irmão caçula possuía a coroa, mas novamente o reino estava nas mãos de Viserys, e ela pretendia continuar onde estava. Ao longo dos anos, teve diversos amantes, mas nunca se apegou de fato a nenhum, e nunca concebeu uma criança, de modo que, depois que sua mãe morreu, não havia mais ninguém no mundo que ela amasse, e Visenya viva bem com aquilo, pois sabia que o amor era uma fraqueza, e preferia não se apegar a ninguém.


avatar
Visenya Waters

Mensagens : 26
Origem : Porto Real
Posição em Westeros : Mestre dos Sussurros

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

GoT RPG :: Off :: Fichas

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum